Ele não resistiu. Fossati foi atropelado pelas próprias idéias e a direção chutou-lhe a bunda para bem longe do Gigante (e o fez corretamente). Confira os cinco pontos que, juntos, favoreceram a queda de Fossati.
1) Esquema tático que nunca se confirmou
O velho lêmure uruguaio não conseguiu instalar na equipe um esquema tático de qualidade. Aquele jogo de passes rápidos e time entrosado nunca chegou a acontecer. Culpa de uma mudança constante no esquema com 2 ou 3 zagueiros.
2) Mudanças erradas e repetitivas.
Não espere inovação de Jorge Fossati. Ele não é o tipo de técnico que pensa no tudo ou nada. Trata-se de um treinador paciente, cômodo e que não se acanha em dizer que empate é resultado positivo (principalmente se for em competições como Libertadores). Se estivéssemos enfrentando equipes de ponta em paises significantes como Argentina, Uruguay ou Chile, isso se justificaria, mas nesta Copa nosso grupo não era dos mais difíceis. Mesmo assim o uruguaio insistia em mudanças “defensivistas”. O velho gostava de segurar resultado…
3) Apostas equivocadas.
Alecsandro certamente não tem nada contra Fossati. Mesmo com atuações duvidosas e chances claras de gol desperdiçadas, o atacante seguie recebendo chances atrás de chances no time titular. Sua titularidade era incontestável por parte do técnico. Há pouco tempo atrás Andrezinho esquentava o banco, mesmo pedindo passagem pelo time titular. Ficava claro que o treinador era muito convicto de suas idéias. Mudanças simples e racionais fariam aquele time render muito mais.
4) A adaptação ao futebol brasileiro.
Fossati já jogou no Brasil, eu sei. Já jougou, mas nunca treinou. Ele veio de uma escola onde no balão se ganha jogo, não importando se sua equipe marcou no primeiro minuto e levou 89 de pressão do adversário. Afinal, não seria de maneira muito diferente que times limitados do Equador ganhariam a Copa. Deu certo lá, mas aqui não daria.
5) O questionamento sobre o preparo físico.
Ficou evidente na época das finais do Gauchão. O Inter havia sido superado no segundo tempo do clássico no Beira-Rio muito em virtude do time que havia “perdido as pernas”, parado de correr. Logo depois surge em ZH a bombástica entrevista concedida a Leandro Behs (de novo ele), em que Alejandro Valenzuela, braço direito e preparador físico do Inter assume que está tendo dificuldades de comunicação com o grupo e diz que a condição física da equipe não era a ideal. Isso de alguma maneira respingou na decisão recente de trocar toda a equipe técnica.
BÔNUS A fórmula fatal da Copa do Mundo
O golpe fatal no uruguaio. Sabemos que em ano de Copa o futebol de clubes pára por pouco mais de 1 mês, bem no meio da temporada sul-americana. Sabendo disso, e sabendo que a troca de treinador é uma medida dolorosa e de profundas mudanças, Carvalho certamente levou em consideração esta parada como forma de ganhar tempo e diminuir o impacto da chegada de um novo treinador com uma filosofia totalmente diferente.
