O Inter enfrenta o Goias, neste domingo(dia 16/05), no estádio Serra Dourada, com um time totalmente reserva.
A importância da Libertadores é maior e inegável. No entanto é preocupante e, principalmente, temerário deixar o campeonato Brasileiro tão em segundo plano. Sabemos que apesar de ser disputado na fórmula de pontos corridos, este campeonato muitas vezes é decidido por um, dois pontos, como foi o ano passado.
É CAMPEONATO BRASILEIRO, DIREÇÃO!
Não é um campeonato de segunda linha, como o Gauchão, que podemos nos dar ao luxo de escalar time B, reservas e time misto, pois é fácil de recuperar devido a fragilidade dos adversários. Muito pelo contrário, quem sabe seja o campeonato mais difícil do mundo. Seis pontos atrás de um time como Cruzeiro, por exemplo, para recuperar depois precisa ser quase perfeito. E esta possibilidade é iminente. Não seria nada anormal o Inter perder com os reservas em Goiânia e o Cruzeiro vencer o Avaí, em casa.
Até neste jogo dá pra entender esse tipo de escalação. O problema foi na primeira rodada contra o Cruzeiro, um adversário direto em qualquer campeonato. Não vi motivos para um time totalmente reserva, sendo que o Inter está apenas nas Quartas de Final da competição sul-americana, e o jogo era apenas na quinta Feira. Os jogadores teriam quatro dias de recuperação. No mínimo, cabia um time misto, como o próprio time mineiro fez.
Precisamos, mesmo com reservas, voltar com os três pontos de Goiânia. Do contrário o time vai para terceira rodada pra lá de pressionado. Isso se passar pelo Estudiantes no meio da semana. Por que se não passar vai bater o pânico de passar o ano sem conquistas e aí sim o time será “obrigado” a vencer.
Sei que podemos vencê-los lá neste domingo, não desconheço esta possibilidade, é claro. O que me preocupa é o modo que a direção do Inter pensa este início de campeonato nacional, mesmo sem ter a certeza da conquista da Libertadores. Este é o grande problema.
COMO DIZ UM COMENTARISTA ESPORTIVO: OREMOS.
Por Fabrício Marques
