Foi na raça, na bravura, no grito e SEM a ajuda do juiz que tornamos um pesadelo a noite de hoje para os argentinos do Banfield.
Não foram necessárias as barras, as bandeirolas, nem os pisca-piscas barrados pela polícia. Apenas a voz que surgia atrás do gol e embalava toda aquela nação que acreditou e foi até o Beira-Rio. A torcida novamente fez a diferença.
O primeiro gol saiu aos 41 da etapa inicial, após muita pressão e mais de 80% de posse de bola por parte do Inter. O Banfield, como era previsto, apenas defendia, enquanto nós atacávamos sem sucesso pelas laterais do campo, já que o meio estava povoado de argentinos. Foi então que D’Alessandro colocou Andrezinho na cara do goleiro, e este com um leve toque para a esquerda deixou Alecsandro com o gol aberto. Inter um a zero.
O primeiro tempo acabara ali, porém a torcida não queria deixar de apoiar. O time ia para o vestiário e ao som de Pasos al Costado a massa pedia “uma taça a mais”. O canto traduzia o que foi o apoio incondicional nos 105 minutos do jogo.
No segundo tempo voltamos com a mesma pegada e objetividade. Logo aos 12 minutos Fabiano Eller fez um cruzamento primoroso da esquerda, que tocou na mão do zagueiro e foi em direção a Walter, que cumprimentou o goleiro colocando a bola no único lugar onde ela poderia entrar. O resultado já servia para passarmos para as quartas de finais, e a cada minuto que passava a festa era ainda mais completa. Após o gol o time administrou a vantagem, deu balão quando precisou e não sofreu nenhum perigo. Atuação perfeita do setor tão contestado nos últimos jogos.
Agora teremos mais um argentino no caminho, o conhecido Estudiantes de Veron. Deixarei o vídeo abaixo para que a magnifica vitória com um homem a menos contra este mesmo Estudiantes sirva de inspiração:
Até!
