O time pode não estar passando a melhor fase, mas dentro do Beira-Rio sempre contará com aquele “doping externo” (® Fernandão, 2006) vindo das arquibancada.
Foi assim contra o Pumas em 2006, quando começamos perdendo por 2 a 0 e viramos, contra o Paraná pela Copa do Brasil em 2008, quando o time paranaense abriu o placar no início do jogo e muitos pensavam que estávamos eliminados e foi assim também contra o Grêmio no Gauchão 2009, quando viramos o jogo e eliminamos os da Azenha da Taça Fabio Koff.
E hoje não foi diferente. Enquanto muitos na social e cadeiras prefereriam vaiar o time após o segundo gol do Pelotas, a Popular puxava o grito e empurrava a equipe contra o time pelotense. Contagiados por aqueles que não param de cantar atrás do gol, a grande maioria do estádio engrossa o coro de incentivo. O time fica elétrico em campo e amassa qualquer adversário que esteja do outro lado.
O que se viu hoje a tarde foi mais um exemplo de que torcida ganha jogo sim, e não há adversário que não sinta o “bafo na nuca” vindo de fora do campo.
Um salve aqueles que incentivam conscientemente e na hora certa. Aqueles que sabem virar um jogo adverso, sabem passar a energia positiva para dentro do campo e também sabem cobrar quando é preciso.

