A peça teatral que conta a história vitoriosa e centenária do Clube irá voltar em cartaz para as comemorações dos 101 anos do Internacional. A peça será exibida no Theatro São Pedro em Porto Alegre. Serão apenas três dias: 23, 24 e 25 de abril (sexta, sábado e domingo) sempre às 21 horas.
Sinopse:
São Paulo, no início do século: a família Poppe agita-se ante a inauguração da rede elétrica. Porto Alegre, dezembro de 2006: na redação de um jornal, o faxineiro Vito e o jornalista Chico Bola disputam um radinho de pilhas, para acompanhar a final do Mundial de Clubes.
O presente e o passado se fundem na paixão. O surgimento do Internacional acontece pela ousadia e idealismo de Henrique Poppe. Na redação do jornal, em 2006, Chico Bola, inconformado por ter sido preterido da equipe de cobertura do Mundial, é acolhido pelo velho colorado. São dois homens experientes, revivendo os sonhos gloriosos de um passado, sempre presente.
A pulsação do espetáculo vem da música. Hinos e outras trilhas temperam a emoção das cenas da torcida, do carnaval, da serenata e das festas, com marchas, serestas e samba.
Vermelhos acontece durante uma partida de futebol. Mostra o outro lado de uma vitória, no presente, e outra no passado. Henrique Poppe se mantém a frente do seu sonho, até a vitória do primeiro Gre-Nal. Chico Bola descobre o sentido da paixão e Vito dribla as peripécias de seu coração e se enche de vida, por não ter caído, diante de um fulminante estado de felicidade.
Depoimento de um torcedor que assistiu a peça:
Simplesmente emocionante o que vivi em aproximadamente 1 hora e 30 minutos do que considero um dos momentos mais marcantes da minha paixão colorada.
Considero assistir a peça teatral como assistir e vencer um grande jogo, ou melhor, uma decisão, sem exagerar ou exagerando ainda estarrecido de emoção, que equiparo com uma final de Libertadores e Mundial.
Entre as risadas que contagiavam o teatro e fazia não sair da fisionomia das pessoas a alegria contagiante; chorei duas vezes ou um choro bem demorado, imagina a emoção de um colorado ver Henrique Pope (interpretado brilhantemente por Gustavo Razzera) na sua frente cheio de seu idealismo e paixão pelo futebol idealizar e fundar o Internacional, nesta hora até um colorado morto emociona-se. A criatividade o autor mistura a história num vai e vem do tempo brincando com nossas emoções. E na hora que ele sugere a criação do hino do Nelson Silva (o Zé Victor outro show de interpretação), quem tem problema cardíaco como Seu Vito (Alvaro Rosacosta) antes de ir ver a peça deve pedir permissão ao seu médico, acho que o próprio teatro deveria colocar uma ambulância para qualquer emergência.
Como colorado, peço desculpa a Maria Ortiz (Sofia Schul) a esposa do Henrique Pope pelas maluquices do seu marido, mas olha o que virou o seu sonho.
E o momento que no palco e nas cadeiras do teatro todos cantam:
“Diante do fim da vida eu não abro mão, quero a bandeira do Inter no meu caixão…” Até de lembrar fico emocionado.
Obrigado também a todos que fizeram este espetáculo Chico Bola (Rogério Beretta) fica tranqüilo você ainda vai poder viajar para ver o bi Mundial, William Martins, Suzi Martinez, Oscar Schim, Simone Rasslan, Zé Victor, Alvaro Rosacosta, Gustavo Razzera, Sofia Schul.
Aos meus amigos colorados este espetáculo vale qualquer sacrifício para assistir, vale montar excursões como para um grande jogo. Não estou brincando nem exagerando acho que minha pouca experiência com as palavras me negam adjetivos e palavras para descrever o que vi.
Quero e vou assistir novamente, mas desta vez não quero sentar na primeira fila, mas ficar um pouco atrás e ver a emoção de mais colorados, não só aqueles que como eu, encheram os olhos de lagrimas ao meu lado. Foi pura emoção.
Obrigado.
João Carlos Carvalho

