Em cima da melodia do Fito Paez canta a fanática barra brava de um certo time que já conquistou uma meia dúzia de Libertartadores. Sempre que ”a copa” se aproxima, os versos desse canto são repetidos com mais força. É a mensagem que as arquibancadas passam para o time em campo: a taça de qualquer maneira, queremos outra volta olímpica a qualquer preço. A obsessão.
Hoje o Inter entrará em campo para disputar o torneio mais almejado da América. A Libertadores sempre foi um sonho para o torcedor colorado, e desde 2006 estamos aguardando o bi-campeonato, outra volta olímpica, mais uma taça e outro Mundial. E é com esse sentimento que queremos o Inter jogando, até a morte se for preciso.
Não existe uma fórmula para o sucesso na competição. Mas é fato que raramente o time campeão é o favorito, o melhor time. Geralmente, vence o mais preparado, o que tem mais gana, o que luta mais. Evidente que qualidade é importante, mas num jogo decisivo de Libertadores pesa muito mais a vontade de ganhar o jogo, de estar na próxima fase brigando pelo próximo passo.
E jogando pelo resultado fomos campeãoes em 2006. Nos classificando em primeiro lugar e trazendo as decisões para o Beira Rio. Jogando a morrer no Parque Central contra o Nacional. Fazendo gol fora de casa na LDU, jogando na altitude. Buscando um empate no Paraguai, contra aquele bom time do Libertad. E surpreendendo o forte São Paulo dentro do Morumbi, jogando fechado mas agredindo eles em sua casa.
Nessa terça feira a torcida terá o papel de entusiasmar o time para enfrentar seu primeiro desafio, como fez em 2006. Esperamos que o time jogue junto com a torcida e inicie bem a caminhada. E que entre inspirado nos versos da música:
Y dale alegría, alegría a mi corazón
lo único que te pido al menos hoy
la Copa Libertadores obsession
tenés que dejar el alma y el corazón
y vas a ver no somos como los putos de River Plate
A Propósito
A eliminação na primeira fase deve servir como um alerta e um motivador para a direção e o time. Temos que entrar focados no objetivo.
Saudações Coloradas
Luis Armando Peretti
