Abraçado à suas convicções Fossati errou! Apesar de termos sido prejudicados pela FGF com a marcação de uma semifinal de Gauchão a apenas 48 horas antes de um jogo da Libertadores. Desta forma, não poderíamos arriscar e tínhamos que enviar um time misto para o jogo.
E tinha que ser misto. Não poderia ser o time B. Senão arriscaríamos muito mais e podíamos queimar todo o B. Afinal, era uma semifinal de Gauchão e não apenas mais um jogo da fase classificatória como anteriormente. Ouvi falar que a Federação queria marcar o jogo no sábado e o Inter não teria aceitado. Na realidade não faria a menor diferença, já que tínhamos jogado na quinta-feira e apenas 48hs depois teria o jogo no sábado e 72hs mais adiante a estréia na Libertadores. Enfim, nestas condições, apenas um misto poderia ir a campo e sem entrosamento.
Se Fossati foi prejudicado desta forma, porque ele errou? Porquê ele foi fiel a suas convicções. O time A funciona com 3 zagueiros, ora num 3-6-1, ou num 3-5-2, num 3-4-1-2 ou 3-4-2-1, mas sempre com 3 zagueiros. E foi isso que Fossati quis manter. A mesma idéia de jogo que o time A. Porém, para isso improvisou o Wilson “espetacular” Mathias como líbero. Não haviam mais zagueiros ou se haviam, ainda não eram confiáveis.
Wilson foi muito bem como líbero. Tão bem que foi um desperdício total limitá-lo a ser o último homem do Inter. Ele mostrou ter qualificação para jogar mais adiantado, e no único lance que avançou, deu um belo passe ao nosso centroavante, mas houve impedimento. Assim, a nossa armação ficou limitada a ser feita pelo Andrezinho e em alguns momentos, por GLAYDSON! Wilson teria feito muito melhor que Glaydson.
Andrezinho em alguns momentos abria na ponta e Glaydson tinha que ficar armando no meio do campo. Nosso lateral Kleber não foi substituído a altura e assim toda a armação se limitava no nosso meio de campo, com Andrezinho, às vezes, mas sempre com Glaydson. Wilson deveria ter jogado à frente dos zagueiros, pois possui um passe muito mais qualificado que Glaydson. E este, talvez devesse ser o volante fixo na frente da defesa.
Fossati quis ser fiel a seu esquema tático e falhou. As peças não permitiam isso. Até por não haver entrosamento, deveríamos ter sido conservadores, jogando num 4-4-2. O 3-5-2 exige mais treino e entrosamento, o que não tínhamos, além é claro de jogadores com estas características.
Espero que a lição tenha ficado e o aprendizado seja utilzado sabiamente no futuro, na Libertadores, que começa nesta terça, ou nos outros campeonatos. Agora é só Libertadores, mesmo que antes já fosse.
Avante ao bi da América!
Caio de Santi – Conselheiro
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